Ioga pode ser importante coadjuvante no controle do diabetes

Movimentos contribuem para perda de peso e controle de açúcar no sangue

Um estudo publicado na revista Diabetes Care revelou que fazer aulas de ioga ajuda pessoas portadoras do diabetes tipo 2 a perder peso e a manter o nível de açúcar no sangue estável. A análise contou com a colaboração de cientistas do Srinivas Institute of Medical Science and Research Center, na Índia.

Foram analisados 123 adultos de meia-idade e idosos. Cerca de metade deles foi submetida a aulas de ioga pelo menos duas vezes por semana, durante três meses.

Os resultados mostraram que aqueles que praticaram ioga não só perderam peso como ainda mantiveram um nível estável de açúcar no sangue, comparados aos que não praticaram. A média de índice corporal nesse período (IMC) caiu de 25.9 para 25.4. O IMC que indica obesidade é entre 25 e 30. Além disso, segundo o estudo, os sinais do chamado estresse oxidativo – resultado, por exemplo, de radicais livres – diminuíram no grupo de ioga.

As descobertas não sugerem que a prática ioga substitua outras formas de exercícios, mas que seja uma coadjuvante no controle da doença, uma vez que ela está diretamente relacionada à obesidade.

Mudanças no estilo de vida diminuem chances de diabetes tipo 2

Fazer mudanças no estilo de vida pode diminuir as chances de diabetes do tipo 2, diz outro estudo, publicado no Annals of Internal Medicine. Segundo os cientistas do Blood Institute e do National Cancer Institute, nos Estados Unidos, cada novo hábito saudável, como praticar atividades físicas, fazer dieta e parar de fumar, reduz ainda mais o risco de desenvolver a doença.

O diabetes é uma síndrome metabólica de origem múltipla, decorrente da falta de insulina e/ou da incapacidade de a insulina exercer adequadamente seus efeitos. A insulina é produzida pelo pâncreas e é responsável pela manutenção do metabolismo da glicose. A falta desse hormônio provoca déficit na metabolização da glicose e, consequentemente, diabetes. O problema caracteriza-se por altas taxas de açúcar no sangue (hiperglicemia) de forma permanente.

O estudo teve a participação de 200 mil pessoas, com idade entre 50 e 71 anos, que foram diagnosticadas com diabetes ou doença cardíacas. No período entre 1995 e 1996, o comportamento dos participantes foi observado, assim como os fatores de risco para desenvolver diabetes.

Os autores da pesquisa dividiram os participantes em dieta, peso, atividade física, tabagismo e consumo de álcool. Eles descobriram que as pessoas que controlaram pelo menos um dos fatores de risco tiveram uma diminuição de até 31% contra diabetes. Além disso, os indivíduos que controlaram todos os cinco fatores tiveram uma proteção de até 81%.

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