De Bem com a Vida – Pedaladas fortalecedoras do controle glicêmico


“A vida só é possível reinventada.
Anda o sol pelas campinas e passeia a mão dourada pelas águas, pelas folhas. . .
Mas a vida, a vida, a vida, a vida só é possível reinventada.
Vem a lua, vem, retira as algemas dos meus braços.
Projeto-me por espaços cheios da tua Figura.
Tudo mentira! Mentira da lua, na noite escura.”

Estes versos de Cecília Meireles, na verdade, poderiam simbolizar a reinvenção do ciclismo, realizada por Tom Ritchey e Gary Fischer, criadores de uma modalidade chamada mountain bike. Assim como o poema, a modalidade retrata também a liberdade de pedalar em estradas de terra, trilhas de fazendas, trilhas em montanhas e dentro de parques, perto da natureza.

Segundo o portal Webventure, “no final dos anos 70, um grupo de jovens ciclistas começou a frequentar trilhas das montanhas da Califórnia, nos EUA. Eram basicamente bikers de estrada que começaram a buscar um novo estilo no ciclismo, uma alternativa às “magrelas” do asfalto. Entre as décadas de 40 e 50, algumas histórias contam experiências anteriores em trilhas, mas não tiveram a expressão e a explosão que ocorreu no final dos anos 70”.

De acordo com o próprio portal, Tom Ritchey, além de correr, construía e desenvolvia quadros e componentes de forma artesanal, responsável pelo atual design das bicicletas, ao lado de Gary Fisher, que adaptou e desenvolveu vários componentes, como o câmbio.

Hoje, os praticantes geralmente utilizam pneus mais largos para absorver o impacto e ter mais aderência em terrenos com lama, essa característica oferece mais tração da bicicleta em lugares acidentados. Outro diferencial é que são usados amortecedores na frente e atrás para oferecer mais conforto.

O sucesso foi tão grande e bem recebido pelas pessoas que o número de praticantes aumentou rapidamente e foram realizadas várias competições pelo mundo. Em 1996, tornou-se um esporte olímpico, estreando nos Jogos Olímpicos de Atlanta, nos Estados Unidos.

Com tantos adeptos pelo mundo, Celso Ricardo Teixeira, administrador de redes, com 30 anos e há nove com diabetes, apaixonou-se pela modalidade quando tinha 14 anos. Participou de inúmeras provas com a finalidade de melhorar o condicionamento físico e mental. A sua dedicação era tão forte ao esporte que chegou a ser filiado à Federação Paulista de Ciclismo e participou do Campeonato Paulista de Mountain Bike, em 2005.

“O mountain bike, quando praticado em alto nível, é um esporte que exige muita dedicação e força física. Já cheguei a perder três quilos em competições”, ressalta Celso.

A modalidade envolve resistência, destreza e auto-suficiência. Falando nessa última característica, Celso relata seus cuidados para que possa realizá-la sem complicações durante o percurso. “Como as provas geralmente têm em torno de 40 km, são feitas em ritmos muito forte e a queima de açúcar é muito alta. Por isso, em provas desse tipo, procuro fixar o glicosímetro no guidão da bike e fazer o teste durante a prova. Além disso, levo sempre comigo carboidratos de rápida absorção e insulina para ajustar a taxa de glicose de acordo com a situação. O mesmo alerta não é tão permanente em treinos, pois há possibilidade de parar e fazer o teste de glicemia sem pressão”, afirma.

Para realizar as provas, geralmente diminui 10 unidades da insulina de ação rápida, se a taxa glicêmica estiver normal, entre 70 e 110mg/dl. Mas os cuidados não param por aí. Os equipamentos são essenciais para que a prática seja realizada com segurança. Um deles é o capacete e o outro a sapatilha. Celso faz recomendações, “a sapatilha requer muito cuidado na sua escolha e utilização. O calçado deve ser confortável, ajustar-se perfeitamente ao pé e sem espaços para que não crie bolhas ou ferimentos. Não se deve esquecer também das luvas, pois auxiliam muito o praticante em possíveis quedas e as roupas precisam ser leves, usando principalmente bermudas e camisetas de algodão para facilitar a transpiração”.

Geralmente realiza seus treinos duas vezes por semana no asfalto e aos domingos realiza trilhas mais longas. A prática auxilia no ajuste do controle glicêmico. E, por isso, recomenda mountain bike para todas as pessoas independentemente de terem diabetes.

Celso faz uma ressalva: “é muito importante que pessoas com diabetes tomem cuidado com o controle da glicemia, procurem sempre acompanhamento médico a fim de ajustar o tratamento, além de solicitarem auxílio de outros profissionais de saúde, como nutricionistas e educadores físicos”.

Por isso, assim como o mountain bike proporciona mais prazer, adrenalina e condicionamento físico, as pessoas podem reinventar sua rotina com o diabetes e realizar inúmeras atividades ajustadas ao tratamento.

Link da notícia: https://www.accu-chek.com.br/br/de-bem-com-a-vida/MountainBike.html

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