NACHO REVELA O SEGREDO PARA CONCILIAR A DIABETES COM O FUTEBOL

Aos 12 anos, quando ainda dava os primeiros passos no futebol, o defesa central Nacho pensou que a sua carreira enquanto futebolista teria acabado por ali. Naquela altura, há 15 anos, o internacional espanhol fora diagnosticado com diabetes e uma primeira análise de um médico dava-lhe a pior notícia possível: “Disseram-me que o futebol tinha acabado para mim”.

A revelação foi feita pelo defesa do Real Madrid, em entrevista ao jornal francês ‘L’Equipe’, na qual recordou como uma das piores notícias se transformou numa das maiores alegrias. “Fui a um torneio do Real Madrid, mas passei muito mal a semana. Bebi muita água e ia muito à casa de banho. O meu pai acabou por decidir levar-me ao hospital e diagnosticaram-me diabetes. Tinha um nível de açúcar muito alto. Era uma sexta-feira e tive de passar todo o fim de semana todo com uma das piores notícias na minha mente. Na segunda-feira fui ao meu médico de família e ele acabou por me dizer precisamente o oposto. Fazer desporto era o melhor para mim e que devia continuar a jogar. Ouvir essas palavras foi deu-me uma das maiores alegrias que alguma vez tive. Só tinha de ter o triplo do cuidado em relação a uma pessoa normal. Isso acabou por me ajudar bastante na minha carreira como futebolista, porque a alimentação e o descanso são fundamentais para um atleta de alto nível. Ser diabético não me impede de fazer o que quero. Pelo contrário! Às vezes, se posso, até faço mais. Se tiver cuidado não terei problema algum”, referiu.

Mas, então, o que muda num atleta de alto nível quando é diabético? “O problema que temos é que não segregamos a insulina e temos de nos picar com uma espécie de caneta. Tenho de o fazer à hora da refeição. Quando fazes desporto tens de prestar especial atenção para que os níveis de açúcar não baixem muito. Há muitos anos que o faço, já estou habituado. Com a atividade física esta doença acaba por ser encarada de uma melhor forma. É fácil ser diabético se és bem vigiado”, explica o defesa, que curiosamente tem uma ficha limpa no que a lesões diz respeito: “Tive essa sorte. Talvez seja pelo meu estilo de vida, por cuidar do meu corpo mais do que uma pessoa normal”.

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