Portal ADJ: Expedição ao Cerro Plata – Uma Questão de Escolha

Para muitos o diabetes é uma sentença de morte. Para outros é apenas uma condição que deve ser gerenciada e controlada. Tudo depende de como a pessoa encara este desafio que terá para o restante de sua vida. É uma questão de atitude, querer ou não querer viver bem, de forma plena, produtiva e feliz. Uma questão de escolha!

Um exemplo destes que levam uma vida feliz e saudável é o de Alexei Caio e do Marcelo Bellon, que estiveram no feriado de carnaval em uma expedição ao Cerro Plata, na Argentina. Montanha esta que tem seu cume próximo de 6.000m.

Durante oito dias, partindo da antiga estação de esqui Vallecitos, distante 100km da cidade de Mendoza e a 2.800m de altitude, caminharam e acamparam em busca daquilo que lhes trazia felicidade, que é estar nas montanhas.

Antes, também passaram dois dias em Las Cuevas hospedados no Hostel Portezuelo del Viento, fazendo caminhadas para ajudar no processo de aclimatação, inclusive percorrendo o trajeto de 10km até o Cerro Cristo Redentor, a 3800m de altitude.

A expedição ao Cerro Plata, organizada pela empresa Andes Trekking, foi planejada e executada como qualquer outra. Talvez, a única diferença, eram algumas paradas adicionais ao longo do dia para fazerem a medição da glicemia ou aplicarem a insulina. Um fato interessante que ajudou no sucesso da expedição foi a participação da guia de montanha Teresita Meyer, que também tem diabetes.

Foi feito um percurso bem tranquilo e conservador. Afinal, os brasileiros não tem muita prática com equipamentos de gelo. Eles são ótimos atletas, correndo ultramaratonas e triathlons, mas caminhar com botas duplas e crampons (aquelas ?garras? de aço que se colocam nas botas para não se escorregar no gelo) é diferente. Para não se desgastarem muito, as caminhadas diárias não eram longas, e foram aclimatando e ganhando altitude lentamente. Acamparam em Piedra Grande (3.400m), El Salto (4.200m) e La Hoyada (4.600m). Neste último local, até fizeram um dia de descanso, utilizando também o tempo livre para treinar um pouco as condições e equipamentos de neve e gelo. Dos 8 dias, 5 foram passados acima de 4.000m!

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O dia do ataque ao cume começou bem cedo e após algumas horas de caminhada a equipe preferiu por declarar o cume que alcançaram com 5.000 (ainda restariam 1.000m de desnível para chegarem ao cume do cerro Plata, o que significava mais algumas horas de ida e volta). A caminhada com todo o equipamento para proteger do frio tinha exigido fisicamente mais do que esperavam. Caminhar no escuro com botas e crampons em inclinações que passavam de 50 graus, fazendo que muitas vezes 1 passo para frente significasse 1 passo de deslize em gelo ou rocha fez que as pernas se exaurissem rapidamente. Os atletas estavam cansados, mas felizes pela altitude atingida. E como a segurança deve ser prioridade, retornaram.

Mas o principal objetivo havia sido atingido: ter dias prazerosos e felizes na montanha, com o diabetes sob controle e sem nenhum caso de glicemia que os colocasse em risco. Isso tudo foi uma ótima lição para aqueles que preferem sofrer de diabetes ao invés de apenas quererem conviver com esta condição.

Alexei e Marcelo são idealizadores do grupo Diabetes&Desportes (www.diabetesedesportes.com.br), que tem o objetivo de reunir atletas com diabetes para trocarem informações e assim incentivar aqueles que ainda tem dúvidas sobre a importância da atividade física para o bom controle das glicemias.

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