K42 Ubatuba: quebrando coco!

DCHá um tempo tive a ideia de ter um blog pra falar de corrida, diabetes (sou diabético desde dezembro de 1996) e veganismo. Como estou estudando pra concurso, não parecia a melhor ideia, pelo menos por enquanto. Adiei o plano indefinidamente. Porém, neste domingo fiz minha primeira maratona, e queria deixar isso registrado em algum lugar de fácil acesso público.

Corro desde o início de 2012. Em abril do mesmo ano, comecei a seguir as planilhas do meu treinador, Airton Rodrigues. Em agosto, virei vegetariano, e, duas semanas depois, vegano. Até o começo de agosto deste ano, 2014, tinha corrido provas de 10km, meias-maratonas e algumas etapas da O Rei da Montanha, que acontece em distritos de Mogi das Cruzes. Pra 2014, o grande objetivo era baixar meu tempo na meia da Asics, a Golden Four, que aconteceu no dia 3 de agosto.

No final de 2013 passei alguns dias com minha namorada, a Karina, em Ubatuba. A beleza do litoral norte paulistano é incrível. Chegamos a fazer um treino de corrida na Praia de Itaguá. Como ficamos poucos dias e Ubatuba tem mais de 70 praias, ao ir embora ficou o desejo de voltar.

Por coincidência, no começo de 2014 comecei a treinar mais subidas e trilhas. Sempre gostei de trilhas, e nas viagens dos últimos anos fiz várias com a Karina. Isso se juntou com a vontade de tentar algo novo na corrida, pra sair da monotonia dos treinos de asfalto. Além disso, meus amigos da Força Vegana adoram trilhas e ultramaratonas, então sempre arrumava companhia pros treinos, além de conversar bastante sobre provas, técnicas e alimentação adequada. Em alguns meses conheci o Pico do Urubu, o Pico do Jaraguá, a Pedra do Lagarto… Ainda era um corredor de rua, mas as trilhas e subidas ajudavam a pegar um pouco mais de resistência.

Alguns meses depois, surge a notícia de que a K42, uma das mais famosas provas de maratona off-road do Brasil e do mundo, organizada pela empresa argentina Patagonia Eventos, seria realizada em Ubatuba. A chegada seria justamente na Praia de Itaguá! Pelas fotos divulgadas, o percurso era lindo e a altimetria, pesada. O problema era a data: 30 de agosto, 4 semanas após a Golden Four. Não haveria tempo suficiente pra adaptar os treinos (afinal, em provas de rua se treina muito mais velocidade, enquanto em provas longas e com trilhas é importante focar em resistência muscular e variações de terreno), mas resolvi arriscar mesmo assim e fazer a inscrição. Pedi pra Karina me acompanhar. Companheira como sempre, ela topou a loucura e foi fundamental em tudo que aconteceu neste final de semana.

O Airton disse que seria uma prova pesada pra mim, mas concordou em adaptar o treinamento nessas quatro semanas de preparação mais específica. Basicamente, aumentou a distância semanal e as subidas. Duas semanas antes da prova, fiz um longo de 30km com várias subidas, com o parceiro Éber, que é muito experiente nesse tipo de prova e me deu boas dicas. 3:30 de treino e mais de 1300m de subida. Foi uma preparação para o que viria neste final de semana que passou.

No dia 29, saí de Mogi pra retirar os kits. Cheguei meio tarde, a palestra sobre a prova já havia se encerrado, mas isso era previsto. Não conseguiria chegar a tempo de ônibus. Na identificação, vi na lista meu nome marcado em vermelho. Fiquei preocupado. Será que tinha dado algum problema na inscrição? Recebi a confirmação por email, parecia estar tudo certo. Logo apareceu o médico responsável pelo evento, Dr. Xavier, com seus assistentes, Evelyn e Floriano. Disse que havia conferido minha ficha médica, exigida no ato da inscrição, e anotado minha dúvida, enviada pelo Facebook: eu queria saber se seria possível encontrar a Karina para medir minha glicose durante a prova, ou se teria que levar meu aparelho. O médico comentou que a preocupação deles era apenas permitir que eu terminasse a prova, auxiliando como fosse possível. Ficou combinado que no posto de apoio do km 21 eles me auxiliariam a medir a glicose e me dariam a ajuda que fosse necessária. Ótimo! Já tinha decidido antes que levaria o aparelho e usaria sozinho quando precisasse, mas me senti mais tranquilo. Depois encontrei a Karina, que teve consulta médica em Mogi e não pôde ir mais cedo, e fomos para a pousada.

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No sábado acordei cedo pra arrumar a mochila de hidratação. Levei bananinhas sem açúcar, castanhas-do-Pará, amêndoas, géis de carboidrato e um sachê de sal (daqueles de misturar com água). Fiz minha vitamina padrão, com muitas frutas e proteína de soja, chamei a Karina e fomos pra Praia da Lagoinha, onde seria a largada.

Ao contrário do informado pela organização, não havia água disponível. Acabei comprando água gelada pra encher minha mochila, e a umidade gerada fez meu celular parar de funcionar durante a prova (alguém quer me dar um novo sabe onde tem uma assistência autorizada boa da Nokia?). Por isso, só consegui tirar fotos e fazer vídeos dos primeiros quilômetros. Outro problema na largada foi o baixo número de banheiros químicos, o que infelizmente vem se tornando padrão em todas as provas de que participo. Mas chega de desabafo!

Terminei de arrumar tudo quase na hora da largada mesmo. Resolvi ir sem frequencímetro, porque não tinha ideia de quanto demoraria a prova e poderia acabar machucando a pele, além de gastar mais bateria do GPS. Foi uma decisão acertada.

Eu tinha jantado e dormido bem, estava descansado, tudo dentro do planejado. Sentia a ansiedade normal das largadas, com algumas diferenças. Não havia a preocupação com o tempo, típica das corridas de rua; meu desafio ali era atravessar a linha de chegada, no tempo que fosse possível, e sem forçar no começo, porque as duas piores subidas estavam na metade e no final da prova. Além disso, por nunca ter feito nada parecido antes (meu maior treino até então havia sido esse de 30km), batia aquele frio na barriga de dar algo errado.

Quando deram a largada o GPS nem tinha pegado sinal ainda. Larguei sem sinal mesmo, precisão em tempo e distância não é algo muito relevante em provas de trilha.

Com aproximadamente 800m de prova, o GPS acha o sinal e começa a registrar o ritmo. Ao final da primeira praia já pegamos uma trilha em que a ultrapassagem era difícil. Procurei ganhar algumas posições pra tentar rodar em um ritmo confortável pra mim, mas não muito lento.

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Correr em trilha é gostoso por si só. A alternância entre trilhas e praias do início da prova foi simplesmente sensacional.

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Perto do km 7, ainda nas trilhas, escorreguei e bati de lado em uma pedra bem grande, raspando um pouco a perna. Bati a cabeça também. O pessoal que vinha por perto ficou preocupado, pelo barulho do impacto, mas felizmente foi só um leve corte na perna. Preciso treinar mais em trilhas escorregadias quando for encarar outro desafio desses.

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Depois do tombo, e da trilha da foto acima, cheguei a uma bela praia isolada, com muita areia fofa, o que forçava uma diminuição no ritmo.

Um pouco depois disso, meu celular parou de funcionar devido à umidade.

No km 8, aproximadamente, começa uma subida mais forte, em asfalto. Tinha planejado andar nesses trechos, pra não gastar energia demais no começo. Sabia que o final seria pesado. Pensando nisso, uma semana antes da prova fiz uma caminhada até a Pedra do Lagarto com o Victor. Subimos mais de 400m em 3,5km. O treino ajudou bastante, principalmente no psicológico. Nas descidas ia soltando o ritmo.

Chegando na Praia Dura, por volta do km 14, vi um atleta com cãibra. Muita gente passava por ele e não falava nada, lamentável. Pedi para ele parar e pegar o sal que estava na minha mochila, misturar uma parte com água e tomar. Pior que o gosto do negócio já era horrível diluído em um copo inteiro de água, imagina tomar com a vazão de água de mochila. Mas acontece. Disse pra ele caminhar um pouco, não forçar por um tempo. Voltei pro meu ritmo. Instantes depois olhei pra trás e ele já trotava novamente, com um pouco menos de dificuldade. Fez um sinal de positivo pra mim. Boa! Segui em frente. Ao final dessa praia, uma travessia de rio, com corda. No traçado que fiz o rio chegava até a cintura, mas depois, no vídeo oficial do evento, vi que muita gente ficou com água até o pescoço. Prova de trilha é isso!

O GPS marcava 16km percorridos. Há um tempo eu vinha sentindo uma sensação estranha. Conseguia manter a velocidade, mas a mente estava meio dispersa. Por vezes me peguei viajando nos pensamentos e quase perdi a entrada de algumas trilhas. Chegando ao posto de apoio do km 21, vi a equipe médica, que veio me perguntar se estava tudo bem. Aproveitei pra medir a glicose, e esses sentimentos estavam explicados: 73 mg/dL, quase uma hipoglicemia. Além de não usar água gelada na mochila, outra nota pra próxima corrida é diminuir mais a dose de insulina lenta da manhã. Diminuí um pouco, mas acho que não foi suficiente. Sem problemas: comi bananinha, tomei isotônico, recarreguei a água da mochila e descansei um pouco, porque dali em diante começava uma boa subida (a mais dura da prova, com 130m de ganho de elevação em 1km). Pedi pra assistente Evelyn ficar com meu celular até a chegada, para evitar que ficasse mais tempo exposto à umidade, na esperança de recuperá-lo.

No início da subida, puxo papo com um corredor de uns quarenta e poucos anos. Algo como “agora estamos ferrados!”. Ele responde em inglês: “let’s go!”. Cansado que estava, aproveitei pra diminuir um pouco e correr junto. Descobri depois que ele se chama Boris. É um professor alemão que leciona na Unicamp. Já fez algumas ultramaratonas na Europa, mas segundo ele lá elas são “frias e secas”. Além disso, “não tinham esse visual de Ubatuba”. De fato, pelo menos na primeira metade do percurso, a K42 foi indescritível visualmente. Ao perceber que eu aguentava puxar mais o ritmo no trecho plano, ele me falou pra seguir em frente.

Terminada a subida, descer foi mais tranquilo. O relógio já marcava 24km e quase três horas de prova. Meus joelhos doíam um pouco. Procurei segurar o ritmo, porque ainda tinha muito pela frente. Depois da descida, passei por um trecho de periferia, que terminava num rio. A água não estava funda, mas escondia galhos. Tomei um capote e me molhei todo, mas, como havia acontecido no rio anterior, a água gelada ajudou a relaxar as pernas.

Depois do rio, mais trilha. Essa era single track (só dá pra passar uma pessoa por vez) mesmo! Em seguida, um pequeno trecho de trilha mais aberta, em terra. Passei batido pela marcação à direita e me perdi por alguns minutos. Entrei em dois lugares errados. Resolvi voltar até onde lembrava, e aí visualizei a sinalização indicando que deveria subir à direita. Por ter perdido tempo na trilha que saía do rio, quis compensar na trilha mais aberta e acabei me dando mal. Peguei essa subida à direita, que levava ao mangue. Sim, um trecho de mangue no meio da prova, que entrou no lugar da parte mais pesada de subida (bem na semana da prova, a Prefeitura não deu a autorização necessária para a passagem do percurso pelo morro mais alto; não sei qual foi o motivo). Sensacional! A parte ruim é que realmente não tinha onde pisar: a lama ia até o joelho mesmo. Nas primeiras afundadas tentei tirar a perna rápido da lama, por reflexo, e tive duas cãibras em menos de cinco minutos. Com mais paciência dali em diante, e algumas “quase-cãibras”, cheguei ao final do mangue. Isso foi por volta do km 28. Na saída tinha um posto de apoio. Aproveitei para usar o resto de sal que tinha, visando evitar outras cãibras.

Voltei a trotar devagar, com cuidado pra que a cãibra não voltasse. Aos poucos fui conseguindo manter um ritmo constante, apesar de bem lento. Em uma área residencial, moradores saudavam os corredores que passavam, com as portas de suas casas abertas. Até aí, nada de grave. Ao responder as saudações, vejo o cachorro de uma dessas famílias vindo em minha direção e tomo uma mordida no joelho. Era um cachorro pequeno e a mordida não fez estrago, menos mal, mas fiquei muito puto. A família se desculpou, segurou o cachorro e eu segui meu rumo, mas isso quebrou a força de vontade de continuar trotando. Andei um tempo até recuperar um pouco, mandei mais um gel, e procurei manter o ritmo, devagar e sempre.

Os próximos trechos eram pela periferia da cidade. Muitas ruas de terra, com algumas partes de grama beirando córregos. O cansaço era forte, já se iam mais de 30 quilômetros. Eu nunca tinha rodado essa distância na vida. Sentia que seria importante medir a glicose, mas estava muito sujo pra fazer por conta própria. Em Itaguá, cheguei a andar em alguns trechos. Era um local bem próximo da chegada, pois o percurso dava uma volta nos quilômetros finais. Se fosse pra desistir, seria ali. Mas o desafio era completar! Torci pra equipe médica estar no posto de apoio do quilômetro 35, na Praia do Tenório, mas infelizmente alguns atletas passaram mal em trechos anteriores e exigiram a atenção da equipe toda. Nem quis pedir para que alguém medisse para mim; preferi comer o máximo possível, tomar bastante água e isotônico e seguir em frente. Nessa hora estava chegando quase ao esgotamento, e ainda faltavam a subida e a descida do “morro das antenas”, que fica ao final da Praia de Itaguá. Saí do posto trotando bem de leve, com ânimo novo pela parada e alimentação, mas minha expressão e velocidade mostravam o nível do cansaço.

A próxima praia, e último trecho antes do início da subida do morro das antenas, era toda de areia fofa. Andei ela inteira, buscando guardar o pouco de energia que faltava. Não foi em vão: o morro tinha 286 metros de elevação, em pouco mais de 2,5km. A subida começava em asfalto, mas logo no início já virava estrada de terra. Fui com calma, sem pressa, parando em alguns pontos pra descansar e aliviar a dor nas costas. Nessas horas, só queria dar um abraço na Karina na linha de chegada… Vários pensamentos vinham, mas sem qualquer arrependimento de ter encarado esse desafio. Tinha certeza que, ao terminar, não veria a hora de fazer outra prova dessas. Enfim, voltando: ao encontrar alguns membros do staff da prova, eles informaram que eu estava na metade da subida ainda. Uma senhora veio atrás, em ritmo um pouco mais forte, e conversamos um pouco. Ela estava fazendo solo também, junto com o marido, mas ele ficou pra trás! Essa foi boa. Viva o trail running: o que conta é vontade e treino; sexo e idade são detalhes.

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Fui junto com ela até o topo do morro. Quase não acreditei que tinha chegado ali. Coloquei as luvas, que levei segundo recomendação da organização. Por incrível que pareça, a descida era ainda pior: os mesmos 286m que na subida eram distribuídos por 2,5km, na descida eram concentrados em 1km apenas. Em vários pontos o desnível negativo passava de 40%. O começo mais parecia rappel que trilha! Tinha até corda, por isso as luvas. Fui descendo devagar e aos poucos, com muitas dores nas pernas e nos joelhos. Uma hora pisei errado, fui puxar a perna e tive uma cãibra forte na panturrilha direita. A senhora que tinha me passado me acalmou e falou para eu alongar, do jeito que desse. Relaxei a perna um pouco, respirei fundo e continuei, tomando ainda mais cautela na descida. Com essa perda de tempo, fui ultrapassado por alguns corredores. Um deles era o Boris, que, ao chegar mais embaixo, num trecho em que a trilha ficava mais tranquila, não conteve o êxtase e gritou: “wow, nice trail!!!”. Resumiu perfeitamente! Essa trilha foi loucura, pau a pau com a parte do mangue. Que prova insana!

Finalmente terminei a descida e voltei pro asfalto, já no pier de Itaguá. Nem sabia mais quanto faltava direito. Não conseguia enxergar exatamente o pórtico de chegada, por estar sem óculos, e meu relógio já marcava 42km, pelos meus erros na trilha e pela alteração de percurso. Trotei, caminhei, fiz o que foi possível ali. Chegando no trecho final, em areia, alcanço o Boris. “Não sabia que você era um expert em descida de trilha!”. Ele deu risada e perguntou se eu estava bem. Na medida do possível, até que estava sim: ia terminar minha primeira maratona! Demos as mãos e passamos juntos pelo pórtico de chegada. 43,9km, 6:10:34, 1.509 de elevação, gasto calórico estimado de 4.397 calorias. Ufa!

Alguns atletas comentaram que fui maluco de estrear nos 42km logo na K42. O Andre Savazoni, editor da Revista Contra-Relógio, décimo segundo colocado geral masculino, experiente em corridas de trilha e ultramaratonas, disse que foi a prova mais dura que completou até hoje. Mas, como já expliquei, tinha motivos pra estar ali. Dei um abraço na Karina e não segurei a emoção. Difícil descrever com precisão o que senti nesse momento. Havia terminado meu maior desafio, e estava ao lado da pessoa que eu amo, que entende tudo isso e topa fazer parte.

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Cheguei, comi bastante, tomei um Red Bull, tirei o tênis (que estava pura lama, e cheio de areia por dentro), fiz massagem… Enquanto esperava minha vez na massagem, a Karina foi almoçar. Aproveitei pra deitar num colchão e conversei um pouco com o Marcos, que tinha feito revezamento com a namorada.

Só então lembrei de olhar a classificação. Pelo tempo alto que fiz, quis olhar só por curiosidade mesmo. Aí vejo o número 2 ao lado do meu nome. “Peraí… Isso não pode estar certo, eu tô na segunda página e peguei pódio na categoria”? Chamei um cara da organização e ele confirmou: sim, eu tinha sido o segundo a chegar com idade entre 25 e 29 anos. Na hora comecei a gritar, “puta que pariu!!!” “que emoção, não acredito!”. O Dr. Xavier e o Floriano estavam por perto e comemoraram comigo. Uma baita surpresa!

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Além da Karina, agradeço à minha família, que atura e apoia meu hábito de correr; ao meu treinador, Airton, pela parceria de dois anos e meio e por ter topado me treinar pra essa corrida; e ao Jorge Arantes, meu primo quiropraxista, por ter ajudado na lesão do ano passado e pelo trabalho preventivo excelente que fazemos atualmente.

Por fim, agradeço aos irmãos da Força Vegana pelas conversas, pela companhia nos treinos, por me ajudarem a acreditar na minha capacidade de fazer essas provas mais longas, e também por mostrarem a todos que é possível um estilo de vida saudável e sem crueldade com os animais, diferentemente do que falam os médicos, nutricionistas e educadores físicos que não se atualizam.

Esse foi meu breve relato da K42. Que venha a próxima!

Fonte: Blog do Daniel Caldas.

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