Portal DBCV: A arte marcial Hapkido ganha adeptos no Brasil

DBCV 20014-07-11As artes marciais foram criadas para que os praticantes possam aprender a se defender, a melhorar seu desenvolvimento físico, mental e espiritual. No mundo asiático, dependendo do país e de suas influências, cada povo desenvolveu seus golpes, suas filosofias e suas técnicas.

Na região da Coreia, uma das artes mais conhecidas é o Hapkido, criada no século passado, com influência japonesa. O praticante aprende técnicas de socos, chutes, rolamentos, escapes, esquivas, torções, alongamento, respiração, além de domínio de bastões, espadas, bengalas, facas e leques.

O treinamento de Hapkido leva em consideração pontos de acupuntura e massagem, utilizados em tratamento e terapias como também para imobilizar o adversário e hoje são utilizados inclusive pelos exércitos do mundo todo. A filosofia defende que a natureza é fonte de energia vital e assim o praticante acredita que a natureza o irá proteger, respeitando-a. Além disso, deve estar ao encalço do caminho, integrando as energias naturais oriundas do Céu e da Terra. O Hapkidoista deve ser um homem que contribui para a defesa nacional e princípios humanitários, não subestima nem denigre nenhuma outra arte marcial ou escola marcial e seus líderes devem sempre manter atitudes modestas, respeitando seus semelhantes.

Um dos praticantes que ficou encantado com esta arte marcial foi Álvaro Araújo, analista de sistemas, de 29 anos, com quase dois anos de diabetes. Há um ano e nove meses, escolheu a prática ao observar esta luta na academia em que treinava musculação. “Achei uma arte marcial muito dinâmica, contém torções, rolamentos, chutes e socos, além de exercícios de respiração e de condução de energia”.

Entre os benefícios, Álvaro enumera “melhor controle da glicemia e também redução de 70% da quantidade de insulina rápida injetada, no dia em que pratico, aumento da flexibilidade corporal e dos reflexos em diversas situações diárias, ampliação da concentração na execução das tarefas diárias, com foco dos pontos necessários, aumento da harmonização sobre muitos dos pensamentos e também uma melhor resposta sobre os porquês da vida e do diabetes”.

Para que possa lutar, Álvaro usa um uniforme, chamado de dobok, composto por calça, túnica geralmente nas cores pretas e a faixa que indica o seu gub (graduação). Mas antes de treinar, ele tem toda uma preparação.  “Duas horas antes do treino, faço a automonitorização e verifico como estão os níveis de glicemia. Se estiverem em torno de 120 mg/dl, não tomo nenhuma atitude, caso esteja abaixo desse valor, como algo que tenha em torno de 20g carboidrato”.

Mesmo com este preparo, Álvaro teve um episódio de hipoglicemia. “Durante um treino em um sábado percebi que estava baixando o açúcar do sangue. Minhas mãos ficaram frias, o pensamento ficou lento e senti tremedeira. Medi e estava com 70 mg/dL, corrigi com um sachê de glicose (15g CHO) e continuei com o treino até o final”.

Álvaro se encontrou neste tipo de arte marcial e deixa sua mensagem. “Como para mim é importante realizar uma atividade física, acabei encontrando uma na qual eu me apaixonei, seria interessante que todos aqueles, que têm diabetes, tentem encontrar a sua atividade física, que melhor agrade, e comece a fazer, pois os benefícios são muito bons e duradouros”.

Fonte: Portal De Bem com a Vida

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