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UOL Esporte: Aos 17, nadador que bateu marcas de Cielo defende seleção adulta no Chile

Matheus SantanaEmbora não seja um evento de primeira linha mundial, os Jogos Sul-Americanos de Santiago, no Chile, que começam hoje e vão até o dia 18, representam um passo importante para Matheus Santana, 17.  Nova promessa da natação do país, o carioca, que ainda está na categoria júnior, defende a seleção adulta pela primeira vez no exterior.  Mais que isso, ele se especializou em superar marcas do maior nadador da história do país. Santana bateu recentemente, nos 50 m e nos 100 m livre, marcas nacionais que eram de Cesar Cielo –tricampeão mundial e ouro olímpico nos 50 m livre em 2008.

Sua melhor marca nos 100 m livre, de 49s21, é quase dois segundos superior à que Cielo tinha na mesma idade. Nos 50 m, cujo melhor registro dele é 22s55, a diferença é de 0s8.  Cielo ainda é o detentor dos recordes mundiais das duas provas desde 2009: 20s91 nos 50 m e 46s91 nos 100 m.

No Chile, Santana nadará os 100 m livre e comporá os revezamentos 4 x 100 m livre e 4 x 100 m medley. “Vim a Santiago para vencer todas elas”, afirmou o velocista, de 1,89 m.  O foco dele é manter a evolução para o grand finale, que serão os Jogos do Rio-2016. “Eu penso evento por evento, mas quero estar no Rio, é meu objetivo”, afirmou Santana, que defende a Unisanta.

Segundo ele, a prioridade para a temporada é a participação nos Jogos Olímpicos da Juventude, em agosto, na China. Por enquanto, ele tem índice para competir nos 100 m.  “Minha meta é nadar na casa de 48s e ganhar o ouro.” A projeção representaria uma melhora de um segundo em relação a seu melhor tempo.

DOENÇA

Diabético desde os oito, Santana é tratado com todo cuidado por seu clube e pela CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos).  Um endocrinologista e um nutricionista se encarregam do controle da doença.  “Antes eu não controlava muito. Era viciado em Sucrilhos e isso me prejudicava.”

A diabetes descontrolada custou-lhe a ida ao Mundial júnior de natação, no ano passado. Após um exame solicitado pela CBDA apontar índices altos de hemoglobina glicada, acabou cortado.

A frustração o fez mudar.  “Ando com um aparelho que mede minha glicemia e me alimento a cada três horas.”  Para ajudá-lo, a CBDA pediu ao COB (Comitê Olímpico Brasileiro) a compra de um aparelho especial que monitora as oscilações de glicose de diabéticos por longos períodos.

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